Não achei uma foto boa da Diva Marli, mas fiz essa imagem ai digital, por enquanto só fiz isso, se tiverem alguma sugestão, please...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Arte pra Marli Diva
Não achei uma foto boa da Diva Marli, mas fiz essa imagem ai digital, por enquanto só fiz isso, se tiverem alguma sugestão, please...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Na hora do planeta eu apaguei as luzes
e minutos mais tarde dessa foto minha franja pegou fogo
Pra que não sabe o que é: http://www.horadoplaneta.org.br/
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Uns apertos no peito
Acabou. Terminou com tudo. Sentiu que não tinha mais estômago. No lugar tinha agora um buraco negro que tentava sugar o seu coração. Ficaria feliz se isso acontecesse, ao menos deixaria de sentir a dor que sentia no peito e que cada vez mais ficava do tamanho do mundo. Chegou em casa e não disse nada. Mais uma vez a voz dizia:
- Bom trabalho.
Não era voz que saia de bocas. Não era apenas uma voz. Muitas vozes diziam isso. As vozes saiam de corpos e olhos compreensivos. Essas vozes saiam de historias já contadas. De todo jeito elas tentavam penetrar o corpo magro de Marília, já tão cansada de não se caber. Sentada ela estranhava todo canto da casa, se perguntando em pensamento:
- Porque que quando a gente entra na vida a gente se confunde tanto?
Se lembrando dos motivos pelo qual ela tinha feito, agora, uma parte do resto de sua vida infeliz, recordou do que um jovem poeta escreveu: “ A gente não é serio com dezessete anos...”. Mas Marília só pensava que tudo aquilo era a coisa mais seria do mundo.
Mas uma vez pôs a felicidade, a vida, na mão de outros, outros que não entendiam e nem ligavam muito para os sentimentos dela.
E fechou a porta do quarto e a porta do coração. Se sentiu idiota de pensar tanto clichê. Mas o que ela podia pensar agora se todos os clichês se aplicavam a ela?
A mãe chamou pra comer. Marília foi . Comeu um biscoito ou um pão com manteiga. Não sentiu o gosto. A mãe perguntou se tinha alguma coisa errada, Marília sorriu e respondeu negativamente.
Deitou a cabeça no travesseiro, olhou no relógio, ainda eram 08:47, queria muito dormir mas com certeza não iria conseguir. Até os seus dezenove anos só havia feito coisas desimportantes e conscientemente o desejo dos outros. Marília entrou numa grande disposição de mudar, fingir estava perto de se tornar insuportável, havia de começar aos poucos mas também tinha pressa.
- Bom trabalho.
Não era voz que saia de bocas. Não era apenas uma voz. Muitas vozes diziam isso. As vozes saiam de corpos e olhos compreensivos. Essas vozes saiam de historias já contadas. De todo jeito elas tentavam penetrar o corpo magro de Marília, já tão cansada de não se caber. Sentada ela estranhava todo canto da casa, se perguntando em pensamento:
- Porque que quando a gente entra na vida a gente se confunde tanto?
Se lembrando dos motivos pelo qual ela tinha feito, agora, uma parte do resto de sua vida infeliz, recordou do que um jovem poeta escreveu: “ A gente não é serio com dezessete anos...”. Mas Marília só pensava que tudo aquilo era a coisa mais seria do mundo.
Mas uma vez pôs a felicidade, a vida, na mão de outros, outros que não entendiam e nem ligavam muito para os sentimentos dela.
E fechou a porta do quarto e a porta do coração. Se sentiu idiota de pensar tanto clichê. Mas o que ela podia pensar agora se todos os clichês se aplicavam a ela?
A mãe chamou pra comer. Marília foi . Comeu um biscoito ou um pão com manteiga. Não sentiu o gosto. A mãe perguntou se tinha alguma coisa errada, Marília sorriu e respondeu negativamente.
Deitou a cabeça no travesseiro, olhou no relógio, ainda eram 08:47, queria muito dormir mas com certeza não iria conseguir. Até os seus dezenove anos só havia feito coisas desimportantes e conscientemente o desejo dos outros. Marília entrou numa grande disposição de mudar, fingir estava perto de se tornar insuportável, havia de começar aos poucos mas também tinha pressa.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O Jogo
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A porta de minha casa

Esta porta sem perspectiva
acompanha a minha vida.
Tantas vezes, num movimento, fechei-a
fugindo do lobo homem e de espiritos.
Por ela passo eu, os meus queridos
passaram amores, passam amigos.
E enquanto tento abri-la, eu penso
no que farei quando atravessa-la.
Valerá tudo que fiz? Sentirei-me feliz?
Quando voltar, passar por ela e entrar na sala?
Atravesso por ti, para o lado de fora
sinto o cheiro de ar, a luz e as cores
são muito alegres, volto para dentro
não respondem às minha tristeza e dores.
Por enquanto, compartilha do meu tédio
aumenta minha proteção, grande porta
grande barreira para o universo.
domingo, 21 de setembro de 2008
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